Gentilezas: o barulho nosso de cada dia

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Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus ( Mateus 5.9) Uma ilha cercada por todos os lados. Esta foi a sensação experimentada em um domingo passado. Na rua em frente minha casa um carro exalava versos pornográficos disfarçado de funk. Ao lado, na casa vizinha, o distribuído era o melancólico som de dor de cotovelos em um sertanejo choroso. Ao fundo, o pagode para completar o quadro, misturando-se a vozes gritadas em um churrasco. Estilos variados, volumes disputados. Uma confusão de tons e notas. E assim foi o meu santo “dormingo”, sem conseguir dormir um pouquinho a tarde, como é de praxe, depois do almoço. Lamentei. E assim vamos sendo cercados, encurralados pelo barulho excessivo. Torturados pelos habitantes do andar de cima do prédio; aquela vizinha que tenta insistentemente evangelizar todo mundo por meio de músicas gospel e até arrisca cantarolar, acompanhando o rádio; mas tudo o que consegue e promover a irritabilidade, por tanto gritar; os passageiros dos ônibus e seus celulares, que disputam os ouvidos alheios, em uma acirrada competição de chiadeira. No trânsito, carros circulam e se arrastam escorrendo um barulho estridente que estremecem as paredes e os nossos tímpanos… O que fazer? Buscar na justiça o nosso direito ao silêncio; pedir cordialmente para que o volume do som seja diminuído; clamar a Deus por misericórdia; cobrar dos nossos representantes governamentais uma posição quanto

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Gentilezas: o barulho nosso de cada dia

Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus ( Mateus 5.9) Uma ilha cercada por todos os lados. Esta foi a sensação experimentada em um domingo passado. Na rua em frente minha casa um carro exalava versos pornográficos disfarçado de funk. Ao lado, na casa vizinha, o distribuído era o melancólico som de dor de cotovelos em um sertanejo choroso. Ao fundo, o pagode para completar o quadro, misturando-se a vozes gritadas em um churrasco. Estilos variados, volumes disputados. Uma confusão de tons e notas. E assim foi o meu santo “dormingo”, sem conseguir dormir um pouquinho a tarde, como é de praxe, depois do almoço. Lamentei. E assim vamos sendo cercados, encurralados pelo barulho excessivo. Torturados pelos habitantes do andar de cima do prédio; aquela vizinha que tenta insistentemente evangelizar todo mundo por meio de músicas gospel e até arrisca cantarolar, acompanhando o rádio; mas tudo o que consegue e promover a irritabilidade, por tanto gritar; os passageiros dos ônibus e seus celulares, que disputam os ouvidos alheios, em uma acirrada competição de chiadeira. No trânsito, carros circulam e se arrastam escorrendo um barulho estridente que estremecem as paredes e os nossos tímpanos… O que fazer? Buscar na justiça o nosso direito ao silêncio; pedir cordialmente para que o volume do som seja diminuído; clamar a Deus por misericórdia; cobrar dos nossos representantes governamentais uma posição quanto

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